sábado, 21 de maio de 2011

DICAS: Repelente Caseiro


Essa receita foi passada pela Miriam, que recebeu dos caiçaras de Paraty.
Gimena nos enviou e começamos a conversar a respeito, como vocês verão abaixo.
Vale a pena ler pois tem algumas informações importantes.

FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA


Ingredientes
1/2 litro de álcool (eu coloquei o de cereais)
1 pacote de cravo da Índia (10 gr)
1 vidro de óleo de nenê (100ml)
gotas de óleo essencial de lavanda a gosto (eu que acrescentei para ficar com um cheiro melhor)

Preparo

Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias (deixei uns 6) agitando, cedo e de tarde. Depois, coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).
Passe só uma gota nos braços e pernas e o mosquito foge do cômodo.

Experimentamos aqui em casa e realmente funcionou. Pegamos até um potinho com os cravos que sobraram, colocamos um pouco do repelente, deixamos no quarto e funcionou.

O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.

O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos
e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação.

DIALOGANDO SOBRE O ASSUNTO

ROSANGELA
- Estou para comprar álcool de cereais para fazer e experimentar. Alguém já fez?

ISABELA
- Eu ja fiz esse repelente..a receita que peguei foi com a Miriam, que por sua vez pegou
com os caiçaras de Paraty. Só que fiz com álcool comum...mas tenho álcool de cereais..vou
tentar fazer.A primeira vez que fiz coloquei um pouco de óleo de amendoas e acho que atraiu.
Quando é doce atrai, não? Agora só uso óleo sem ser doce.

JULIA
- Precisa-se do óleo?? Eu fiz e não coloquei óleo nenhum...

ROSANGELA
- Álcool puro para passar com frequência na pele acho que não é bom.Vou investigar mais sobre
isso.

DANI
- Minha tia faz esse repelente e ela me deu um pouco. Ainda não experimentei, mas ela diz
que funciona. É feito com álcool puro comum mesmo... Ela nunca teve nenhum problema na
pele por causa do álcool, mas pode ser algo a longo prazo né...

ISABELA
- Pelo que sei, a função do óleo é equilibrar os efeitos do álcool; ou seja, hidratar a pele
(o álcool desidrata) e acho que ajuda a manter mais o álcool, pois quando um repelente é
feito só com álcool, evapora mais rápido.

OBS
Apredi que nossos poros são como pequenas boquinhas portanto, só devemos passar na pele
aquilo que podemos comer. Por esse motivo optei por fazer o repelente com o álcool de cereais,
porque ele é próprio para o feitio de bebidas caseiras, tipo licor. Tentei achar também
um óleo que fosse mais natural e não achei, então usei o da farmácia mesmo. Vou continuar
procurando para uma próxima vez.

SALGADAS: Pastinha de Beringela com Azeite de Babaçu



Conheci as Q
uebradeiras de coco de babaçu, na V Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária na Marina da Glória no ano retrasado.
Gostei muito de conhecer suas atividades!

Quero dar os Parabéns ao movimento delas!

Desde então estou querendo colocar alguma receita com o azeite de babaçu.
Mandei e-mail para os produtores e não obtive as tais receitas.
Ontem, recebi e-mail de Paula:
- Oi Ro, fiquei de enviar uma receita simples com berinjela...
Era com azeite de babaçu.
Que bom! Finalmente!

AZEITE DE BABAÇU

O azeite de babaçu é resultado de uma atividade extrativista 100% natural e 100% artesanal.
O azeite de babaçu possui uma qualidade superior
aos óleos fabricados industrialmente e pode ser utilizado em pequenas quantidades na alimentação diária. Sua cor pode variar de um tom mais claro a um mais escuro dependendo da forma como é extraído, mas seu cheiro e sabor característicos sempre proporcionam um delicioso gosto de amêndoas torradas.
Estamos recebendo o azeite de babaçu na Rede e me perguntaram qual a melhor forma de tornar o azeite mais líquido, já que ele no frio fica sólido e o gargalo do vidro é estreito. O ideal seria colocá-lo em banho-maria? Embrulhá-lo em saco pardo e colocá-lo ao sol, como me ensinou uma produtora de mel? Fui ao site deles e não há nada sobre isso. Eu embrulhei o meu e coloquei no sol.

Retirei algumas informações do site deles, que posto aqui.


Um pouquinho da História das Quebradeiras

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu é constituído de quebradeiras de coco babaçu, extrativistas,
donas de casa, mulheres, mãe
s, avós, esposas, trabalhadoras rurais, organizadas pelo MIQCB, que integra quatro estados brasileiros onde há ocorrência de palmeiras de babaçu: Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí. Os movimentos sociais que agrupam as chamadas quebradeiras de coco babaçu nasceram de forma organizada a partir da segunda metade da década de 80, num processo de enfrentamento de tensões e conflitos específicos pelo acesso e uso comum das áreas de ocorrência de babaçu, que haviam sido cercadas e apropriadas injustamente por fazendeiros, pecuaristas e empresas agropecuárias a partir das políticas públicas federais e estaduais para as regiões Norte e Nordeste. Desde 1990 as quebradeiras de coco dos quatro Estados começaram a se reunir para discutir os problemas e as propostas de melhoria no trabalho. Atualmente, buscam mobilizar representantes de governos federal, estaduais e municipais para debater alternativas de desenvolvimento para as regiões de babaçuais.

Ave Maria das Quebradeiras
Ave palmeira
Que sofre desgraça. Malditos derruba, Queima, devasta. Bendito é teu fruto Que serve de alimento E o leito da terra, Ainda dá sustento Santa mãe brasileira, Mãe de leite verdadeiro. Em sua hora derradeira, Rogai por todas as quebradeiras! (Socorro Teixeira)

Xote das Quebradeiras de Coco

“Palha de coco serve para fazer chapéu. Da madeira faz papel E ainda aduba nosso chão.”
“O coco é pra nós grande riqueza É obra da natureza Ninguém vai dizer que não.”

PASTINHA DE BERINGELA 1

A quantidade de berinjela varia de acordo com a demanda...
Vou colocar uma quantidade média e suficiente para 2 pessoas consumirem ao longo de 4 dias.

Ingredientes
3 berinjelas (com ou sem casca) cortadas grosseiramente
alho
sal
azeite de babaçu
cheiro verde
azeite de oliva

Preparo
Amassar o alho com o sal no pilão. Refogar utilizando azeite de babaçu, colocar a berinjela e mexer um pouco. Cobrir com água e ferver a berinjela. Retire a água, escorrendo-a quando a berinjela estiver bem mole. Amasse com um garfo num recipiente e acrescente o tempero verde, azeite de oliva e, se necessário, sal.

PASTINHA DE BERINGELA 2 - AO FORNO, COM CEBOLA E PARMESÃO

Ingredientes

2 Berinjelas
Queijo parmesão em lascas/ ralado
1 Cebola
Azeite de oliva
Azeite de babaçu
Sal

Preparo
Untar uma forma de alumínio com uma gotinha de azeite de babaçu. Cortar a barinjela na horizontal em fatias finas - mas não muuuiitto finas, forrar a forma com a berinjela e formar camadas. Regar a berinjela com azeite de oliva. Cortar a cebola em rodelas e cobrir a berinjela com elas. Polvilhar o queijo parmesão, um pouco de sal e forno! 20-25 minutos depois fica uma delicia.... é rápido e prático.

No Maranhão, o MIQCB tem uma sede na capital São Luís, que fica localizada à Rua Nascimento de Moraes (ou Rua 1), 437, Bairro São Francisco.

Fonte: http://www.miqcb.org.br/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SALGADAS: Maxixe - um Pepino diferente!


MAXIXE
Desde minha infância, sempre comi maxixe refogado e nunca vi outra forma de fazê-lo.
Hoje resolvi variar e fui experimentar outras receitas, que adaptei.
O maxixe é uma hortaliça tradicional no Nordeste.
É um fruto originário da África, introduzido no Brasil pelos escravos.
O maxixe é uma Cucurbitacea, como as abóboras, pepino, melão e melancia.
Possui a casca fina e delicada, por isso escolha os frutos com cuidado sem amassá-los ou ferí-los com a unha. Quando machucados, murcham mais rapidamente e escurecem nas áreas danificadas. Evite frutos amarelados, que por serem mais velhos tornam-se fibrosos, com sabor ruim e sementes duras.
O maxixe é consumido tradicionalmente na forma cozida ou refogada. Na maxixada, prato típico
do Nordeste, é cozido juntamente com carnes, abóbora, quiabo e temperos. O maxixe cru pode
ser usado na forma de salada em substituição ao pepino.
Para salada, prefira frutos mais verdes, que ainda não formaram sementes.
Para consumo cozido ou cru, o maxixe deve ser previamente descascado, raspando o fruto com
uma faca ou retirando uma casca bem fina, para evitar desperdícios.

Láercio F. de Macena, chef de cozinha do restaurante La Marie em São Paulo, ensina a preparar
uma deliciosa receita com maxixe.

MAXIXE AO ALHO E ÓLEO

Ingredientes
maxixe
água
sal
azeite
alho
salsinha
alho e sal da APAT



Preparo

Raspe o maxixe para retirar os espetinhos, pode cortá-los ao meio no sentido do comprimento
ou dar um corte em cruz em ambas as estremidades. Coloque para cozinhar em água fervente com sal por uns 10 a 15 minutos. Prepare um refogado com azeite e alho, sem deixar dourar demais o alho. Coloquei um pouquinho do alho e sal da APAT. Joque o maxixe já com o fogo apagado, dê uma mexidinha, joque uma salsinha picada (não veio salsinha essa semana na Rede, por isso fiz sem), outra mexidinha e está pronto.
Pode comer também só cozido na água e sal com azeite por cima.



FAROFA DE MAXIXE




Ingredientes (4 porções)
6 maxixes, raspados e cortados em cubinhos
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola pequena cortada em cubos
1/2 pacote de farofa de pequi
sal à gosto
salsinha

Preparo
Aqueça o azeite, acrescente a cebola, deixe dourar.
Acrescente o maxixe já cozido na água e sal e refogue.
Tempere com sal e mexa bem. Desligue o fogo, jogue salsinha picada e misture.

OBS: Fiz com a farofa de pequi porque tinha sobrado. Eu não tinha levado muita fé que ia ficar bom mas ficou muuuuuito bom! Na próxima semana vou comprar maxixe de novo e fazer com farinha de mandioca.

http://tvig.ig.com.br/comida/modo+de+fazer++como+preparar+maxixe-8a49800e2b4a9e15012b4bad45c821e2.html
http://pt.petitchef.com/receitas/maxixe-fid-386707

BEBIDAS: Chá e Água de Jamaica com a Flor da Vinagreira


FLOR DA VINAGREIRA

Nessa entrega recebemos a flor da Vinagreira, já tão badalada aqui em postagens anteriores. Para quem quer saber como prepara, aqui vai a receita do chá, entre outras.

Como fazer o chá
Prepare na proporção de uma colher de sopa cheia de hibisco para um litro de água.
Ferva por cinco minutos. Depois, abafe o líquido por mais dez minutos e coe. Pode ser tomado quente ou fria.

A nutricionista Neide Rigo, de São Paulo, ensina a incrementar o chá.
"Para fazer chá de hibisco: coloquei numa chaleira 1 litro de água, 5 ou 6 hibiscos frescos
(em lojas de especiárias há deles secos), sem sementes, umas 3 rodelas de maçã, um pau de
canela e dois cravinhos. É só levar para ferver por 3 minutos ou até o pigmento ser todo
liberado (os frutos devem ficar esbranquiçados). Adoce se quiser. Tome quente ou frio
(gelado, numa taça de vinho) ou use para fazer reduções, gelatinas, sorbet, sugoli, sagu
ou para reduzir o álcool do vinho-quente.
Não há contra-indicações ou efeitos colaterais. Porém, mulheres grávidas e que amamentam
devem consultar seu médico.
Tente ingerir sem adoçar ou ponha pequenas quantidades de mel ou de açúcar mascavo.

Água de Jamaica: numa panela cozinhe por 5 minutos 1,5 litro de água e 2 xícaras de hibiscos
secos (185 g). Se quiser, junte a casca de 1 laranja para cozinhar junto. Passe para uma
jarra refratária, junte 1/2 xícara de açúcar ou 185 g de mel. Mexa bem. Depois de resfriado
por 10 minutos, junte 2 colheres (sopa) de suco de limão. Junte mais açúcar ou mel, se
julgar necessário (este suco será diluído). Tampe e refrigere por até 3 dias. Na hora de servir, dilua a gosto o suco com água mineral com ou sem gás ou com suco de laranja. Sirva em copos altos com bastante gelo e rodelas de limão.

Fonte:
http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/no_307701.shtml
http://come-se.blogspot.com/2008/05/flor-cai-depois-de-fecundada.html

sábado, 7 de maio de 2011

BEBIDAS: Geleia e Sagu com a Flor da Vinagreira

FLOR DA VINAGREIRA II

Procurando a receita do chá, achei essas também interessantes.

Geleia de hibisco (ou chimia de hibisco, como se diz lá no Sul): numa tábua pique grosseiramente 350 g de hibisco bem lavado e sem sementes, coloque numa panela de inox
com 1 xícara (180 g) de açúcar. Mexa para dissolver o açúcar e cozinhe em fogo baixo até
virar um doce cremoso e começar a soltar do fundo (cerca de 15 minutos). Sirva com torradinhas.

Sagu de hibisco: leve o chá para ferver, junte ½ xícara de bolinhas de sagu e
mexa delicadamente, só para evitar que fiquem grudadas. Deixe cozinhar por uns 30 minutos
em fogo baixo ou até que as bolinhas fiquem translúcidas. Junte ¼ de xícara de açúcar
nos últimos 5 minutos e mexa devagar para dissolver.

Fonte:
http://come-se.blogspot.com/2008/05/flor-cai-depois-de-fecundada.html

domingo, 1 de maio de 2011

SALGADAS: Farofa de Pequi



FAROFA DE PEQUI
Hoje resolvi experimentar a Farofa de Pequi.
Ela já vem pronta e embalada, como vocês estão vendo na foto. A única coisa que fiz, foi acrescentar um pouquinho de sal e coloquei na minha linda panelinha nova, para dar um toque especial!

Essa farofa vem do Cerrado, da COOPERJAP, que é uma das cooperativas que objetiva garantir
um presente sustentável e um futuro com real qualidade de vida para as novas gerações daquela região.

São essas experiências, desenvolvidas no Cerrado do Brasil, que têm demonstrado caminhos para o desenvolvimento sustentável através da oferta de produtos de qualidade e em harmonia com o meio ambiente. Esses projetos são realizados por cooperativas, redes sociais, articulações, associações, centrais de comercialização e grupos produtivos, que têm atuado nessas regiões e mostram que é possível se gerar renda com inclusão social, segurança alimentar e respeito ao saber tradicional.

Percebe-se que é fundamental uma inserção sustentável dos produtos da agricultura familiar e da economia solidária nos mercado nacional e internacional para que, cada vez mais, a sociedade tenha acesso aos frutos dessa escolha por processos agroecológicos, que integram o homem à natureza.

O Cerrado é considerado atualmente a savana mais rica do mundo em biodiversidade. O Cerrado brasileiro reúne, numa grande variedade de paisagens, mais de 10.000 espécies de plantas e 1.575 qualidades de animais. Entre chapadas e vales, com uma vegetação que vai do campo seco às matas de galeria, esse bioma se estende por uma vastidão de 2 milhões de km² ( Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Piauí e Distrito Federal, além de ser encontrado, também, em trechos de outros sete estados brasileiros), ocupando um quarto do território nacional.

Faz tanto tempo que estudei isso que já nem me lembrava mais, por isso coloco o mapa, para ajudar aqueles que estão esquecidos como eu. rsrsrs




O Cerrado vive, atualmente, forte descaracterização pela expansão desordenada da fronteira
agrícola, que já ocupa cerca de metade da região. Mais do que sua exuberante biodiversidade,
a atual devastação põe em risco uma região que é o berço das águas das principais bacias
hidrográficas brasileiras, além de base da sobrevivência cultural e material de extrativistas, indígenas, quilombolas e produtores familiares agroextrativistas, que têm, no uso dos
seus recursos, a fonte de sua subsistência e geração de renda.

Nós da Rede, incentivados pela Bibi, estamos comercializando alguns de seus produtos como forma de contribuir para a preservação desse bioma.

Informações retiradas do site:
http://www.nordestecerrado.com.br/cerrado/
Mapa do http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=169
Contato da Cooperjap (MG)
Telefone: (38) 3231.9310 - (61) 3327.8085
Fax: (38) 3231.9122
E-mail: cooperjap@ig.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SALGADAS: Batata Yacon

Na entrega passada começamos a receber, dos nossos produtores do Brejal, a Batata Yacon, que adoro!

Fiquei surpresa com as receitas dela cozida, que encontrei na internet, vou experimentar as duas que selecionei e adaptei para esta postagem.

Até meados dos anos 80, o yacon era uma planta praticamente desconhecida no Brasil.

O yacon é uma raiz tuberosa originária dos Andes, cultivada e consumida desde os tempos pré-incas, desenvolve-se desde a Colômbia e Venezuela, até o noroeste da Argentina, em altitudes que vão de 2 a 3 mil metros.

Na língua Quéchua, a língua oficial do império inca, seu nome origina-se de "yacu e unu" , que significam "água" e de "yakku" que significa "aguado ou aquoso". Nada mais apropriado já que essa batata tem um teor de água em sua composição que pode chegar a 83%. Essa quantidade de água - e a sua incrível resistência ao sol - fazia do yacon o alimento principal dos chasquis, os carteiros do império inca, que eram obrigados a percorrer diariamente 150, 200 km entre as cidades do império e não dispunham de tempo para parar, procurar água e cozinhar. Essa parece também ter sido a razão pela qual o yacon chegou à Europa, já que a travessia do Atlântico levava semanas, nos séculos em que os territórios americanos eram colônias.

Nos mercados locais andinos, o yacon é classificado como fruta e é exposto à venda juntamente com as maçãs, os abacates e os abacaxis, ao invés de serem colocados com as batatas e outras culturas de tubérculos e raízes.

É parente distante do girassol, com aparência de batata-doce. O yacon possui em suas folhas dois sistemas de defesa: uma trama de pêlos que dificulta o acesso dos insetos e uma alta densidade de glândulas. A associação destes dois mecanismos faz com que as folhas de yacon sofram menos ataques de insetos, permitindo seu cultivo sem a utilização de agrotóxicos. Se reproduz através de rizomas.

Outros nomes pelos quais o yacon é conhecido: "yacon strawberry" (EUA), "poire de terra" (França), "polimnia" (Itália), "leafcup" (Inglaterra).

A forma de consumo da batata yacon usual é crua, como fruta. Se for consumido ao natural, o yacon tem sabor de pêra.

Desidratado, rende um salgadinho "chips" bem crocante. Pode ser cozido e entrar no preparo das refeições como uma batata comum.

Das folhas (uma colher de sopa para um litro de água) pode-se fazer um chá.

No Japão, as raízes tuberosas são transformadas em produtos de panificação, bebidas fermentadas, pó ou polpa liofilizada* e até picles.

Eu gosto muito de comê-la crua, como fruta mesmo e fatiada na salada.

Se você vai colocar na salada deixe para cortá-la por último porque fica escura como maçã; acabando de cortar, bote logo o tempero. Se você pretende fazer um prato onde ela entre para enfeitar também, então vá fatiando e colocando de molho no limão. Quando acabar, lave-a para retirar o excesso de limão e decore o seu prato.
O Sérgio Lüdtke, em seu blog (que não estou conseguindo colocar o link direito aqui), conta que nas férias, lendo um livro sobre tubérculos e seu uso nos rituais religiosos do Peru, descobriu algumas receitas utilizadas na celebração da festa do sol, uma tradição andina no solstício de inverno. Lá estava uma versão atualizada do purê de yacón que preparou e apresento abaixo.

PURÊ DE YACON

Ingredientes
1/2 kg de yacon
2 pimentões vermelhos cortados em fatias
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
manteiga
sal
pimenta

Preparo
Descascar o yacon e cortar em rodelas. Saltear em manteiga junto com a cebola, o alho e as fatias de pimentões. Temperar com sal e pimenta e levar ao liquidificador até que esteja cremoso.
Coloque o purê numa forma untada com manteiga e leve ao forno por cerca de 20 minutos.
"A minha versão eu servi com alho caramelado."

LAZANHA DE BATATA YACON

Ingredientes
um maço de brócolis
cebola
sal
pimenta
200g de batata yacon
1 colh de sopa de farinha de trigo
1 xíc de leite de soja
sal
queijo parmesão ralado

Preparo

Fazer essa lasanha é muito simples. Cozinhe o brócolis e corte em pedacinhos. Tempere com uma cebola picada, sal e pimenta a gosto. Em outra panela cozinhe duzentos gramas de batata yacon e corte em rodelas. Prepare um molho com uma colher de sopa de farinha de trigo, uma xícara de leite desnatado, parmesão e sal a gosto. Leve ao fogo e mexa até engrossar. Aí, é hora de montar a lasanha. Alterne camadas da batata, do brócolis e do molho em um refratário. Por último despeje o molho e polvilhe queijo ralado. Leve ao forno para gratinar e depois sirva bem quentinha.

* Liofilização ou criodessecação é um processo de desidratação usado para preservar alimentos perecíveis, princípios ativos, bactérias, etc, onde estes são congelados e a água é retirada, por sublimação, sem que passe pelo estado líquido. O processo é usado para produzir, por exemplo, a comida dos astronautas.

Fontes