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sábado, 21 de maio de 2011

SALGADAS: Pastinha de Beringela com Azeite de Babaçu



Conheci as Q
uebradeiras de coco de babaçu, na V Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária na Marina da Glória no ano retrasado.
Gostei muito de conhecer suas atividades!

Quero dar os Parabéns ao movimento delas!

Desde então estou querendo colocar alguma receita com o azeite de babaçu.
Mandei e-mail para os produtores e não obtive as tais receitas.
Ontem, recebi e-mail de Paula:
- Oi Ro, fiquei de enviar uma receita simples com berinjela...
Era com azeite de babaçu.
Que bom! Finalmente!

AZEITE DE BABAÇU

O azeite de babaçu é resultado de uma atividade extrativista 100% natural e 100% artesanal.
O azeite de babaçu possui uma qualidade superior
aos óleos fabricados industrialmente e pode ser utilizado em pequenas quantidades na alimentação diária. Sua cor pode variar de um tom mais claro a um mais escuro dependendo da forma como é extraído, mas seu cheiro e sabor característicos sempre proporcionam um delicioso gosto de amêndoas torradas.
Estamos recebendo o azeite de babaçu na Rede e me perguntaram qual a melhor forma de tornar o azeite mais líquido, já que ele no frio fica sólido e o gargalo do vidro é estreito. O ideal seria colocá-lo em banho-maria? Embrulhá-lo em saco pardo e colocá-lo ao sol, como me ensinou uma produtora de mel? Fui ao site deles e não há nada sobre isso. Eu embrulhei o meu e coloquei no sol.

Retirei algumas informações do site deles, que posto aqui.


Um pouquinho da História das Quebradeiras

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu é constituído de quebradeiras de coco babaçu, extrativistas,
donas de casa, mulheres, mãe
s, avós, esposas, trabalhadoras rurais, organizadas pelo MIQCB, que integra quatro estados brasileiros onde há ocorrência de palmeiras de babaçu: Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí. Os movimentos sociais que agrupam as chamadas quebradeiras de coco babaçu nasceram de forma organizada a partir da segunda metade da década de 80, num processo de enfrentamento de tensões e conflitos específicos pelo acesso e uso comum das áreas de ocorrência de babaçu, que haviam sido cercadas e apropriadas injustamente por fazendeiros, pecuaristas e empresas agropecuárias a partir das políticas públicas federais e estaduais para as regiões Norte e Nordeste. Desde 1990 as quebradeiras de coco dos quatro Estados começaram a se reunir para discutir os problemas e as propostas de melhoria no trabalho. Atualmente, buscam mobilizar representantes de governos federal, estaduais e municipais para debater alternativas de desenvolvimento para as regiões de babaçuais.

Ave Maria das Quebradeiras
Ave palmeira
Que sofre desgraça. Malditos derruba, Queima, devasta. Bendito é teu fruto Que serve de alimento E o leito da terra, Ainda dá sustento Santa mãe brasileira, Mãe de leite verdadeiro. Em sua hora derradeira, Rogai por todas as quebradeiras! (Socorro Teixeira)

Xote das Quebradeiras de Coco

“Palha de coco serve para fazer chapéu. Da madeira faz papel E ainda aduba nosso chão.”
“O coco é pra nós grande riqueza É obra da natureza Ninguém vai dizer que não.”

PASTINHA DE BERINGELA 1

A quantidade de berinjela varia de acordo com a demanda...
Vou colocar uma quantidade média e suficiente para 2 pessoas consumirem ao longo de 4 dias.

Ingredientes
3 berinjelas (com ou sem casca) cortadas grosseiramente
alho
sal
azeite de babaçu
cheiro verde
azeite de oliva

Preparo
Amassar o alho com o sal no pilão. Refogar utilizando azeite de babaçu, colocar a berinjela e mexer um pouco. Cobrir com água e ferver a berinjela. Retire a água, escorrendo-a quando a berinjela estiver bem mole. Amasse com um garfo num recipiente e acrescente o tempero verde, azeite de oliva e, se necessário, sal.

PASTINHA DE BERINGELA 2 - AO FORNO, COM CEBOLA E PARMESÃO

Ingredientes

2 Berinjelas
Queijo parmesão em lascas/ ralado
1 Cebola
Azeite de oliva
Azeite de babaçu
Sal

Preparo
Untar uma forma de alumínio com uma gotinha de azeite de babaçu. Cortar a barinjela na horizontal em fatias finas - mas não muuuiitto finas, forrar a forma com a berinjela e formar camadas. Regar a berinjela com azeite de oliva. Cortar a cebola em rodelas e cobrir a berinjela com elas. Polvilhar o queijo parmesão, um pouco de sal e forno! 20-25 minutos depois fica uma delicia.... é rápido e prático.

No Maranhão, o MIQCB tem uma sede na capital São Luís, que fica localizada à Rua Nascimento de Moraes (ou Rua 1), 437, Bairro São Francisco.

Fonte: http://www.miqcb.org.br/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

DICAS - Conservação do Queijo Parmesão



A durabilidade do parmesão vai estar muito ligada ao tipo de maturação (baby, meia cura ou curados), ao tamanho do queijo (forma inteira fechada ou pedaços partidos) e à estação do ano (quantidade de umidade no ar e temperatura ambiente).
Se for um baby, que possui muito umidade na sua massa, a durabilidade é menor. Ao passo que um longa maturação de um ano (LM1) já está bem sequinho, portanto vai ter uma durabilidade bem maior.

Se eles (qualquer tipo) foram para geladeira, vão ter uma conservação mais longa, porém vão secar um pouco e ficarão mais duros.
Se ralados, podem ser congelados (freezer ou congelador) sem perderem suas características originais de sabor e textura por muitos meses, já testei até 12 meses sem problemas. Porém é importante lembrar que uma ou duas horas antes do uso, dependendo da temperatura ambiente (verão ou inverno), deve-se tirá-los para aclimatação, porque teoricamente nenhum queijo fica gostoso gelado!

Se aparecer algum mofo na casca do queijo, é só lavá-lo com água corrente e uma escovinha de nylon. Depois deixar secar ao natural e/ou usar papel toalha. Normalmente só ocorrem mofos superficiais (na casca), porém se o queijo já estiver partido e apresentar alguns buracos (olhaduras) naturais típicas do parmesão, faça um exame mais detalhado se não há alguma infestação interna que precise ser removida e descartada.

Finalmente, podemos arriscar a dizer que de novembro a março (no sudeste brasileiro), teremos uma conservação ao natural mais dificultada por conta do calor e da umidade alta.

No mais sugiro que, ao comprar uma peça ou pedaço de parmesão, decida por ralar uma parte e reservar outra para degustação em lascas, lâminas ou cubos.
E bom apetite!

POR PAULO BITTAR – PRODUTOR FAZENDA BELA VISTA

domingo, 15 de março de 2009

SALGADAS - Soufflè de queijo


Receita enviada pelo Paulo Bittar

Hoje vou colocar uma receita que me traz alguns questionamentos pois ao mesmo tempo que não quero ingerir queijo (e quase não o faço), ser minha meta eliminá-lo de meu cardápio, tenho que confessar que ainda tenho atração por esse produto.
Por outro lado, este blog está a serviço da Rede e não ao meu particular. Como a Rede é consumidora de queijo, tem um produtor que a abastece, devo contemplá-los.

Primeiro vamos saber um pouquinho da produção da Fazenda Serra Boa Vista, contada pelo Paulo.

A Fazenda Serra Boa Vista em Lima Duarte, MG, realiza produção biológica em sistemas ecologicamente planejados de diversos itens alimentícios e fitoterápicos desde 1983.

Os queijos produzidos na fazenda são obtidos a partir de ordenha própria do leite integral de vacas sadias e vacinadas, em boa parte da raça Jersey, certificadas pelo IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária). É importante destacar que nosso rebanho leiteiro pasta livremente e conta com a presença de um simpático touro para os momentos de namoro. No momento, a capacidade máxima de processamento do nosso leite é de 200 litros/dia, sendo que o parmesão consome, em média, 11 litros para cada quilo produzido.
A produção é acompanhada por mãos e olhos atentos (diplomados na Escola de Laticínios do Instituto Cândido Tostes), por até 24 meses, quando atingem o nosso ponto máximo no processo de maturação.

Os queijos tipos “baby” (tem até um mês de cura), meia cura 1 (de 2 a 4 meses), meia cura 2 (de 5 a 8 meses), longa maturação 1 (de 9 a 12 meses) e LM 2 (de 20 a 24 meses de cura), são exatamente o mesmo queijo parmesão em diferentes fases de vida. Vale lembrar que na Itália é um verdadeiro sacrilégio consumir algum queijo tipo parmesão com menos de seis meses de maturação.

Além disso, o parmesão da Boa Vista tem 98% de ingredientes orgânicos na produção da massa formadora do futuro queijo, sendo que a legislação exige 85%. É importante destacar também que se utiliza amor, carinho, boa energia e a maior higiene possível para criar um queijo único na Serra da Mantiqueira brasileira, que faça jus ao nome de seu “primo” italiano.

Visitas à fazenda e à área de produção dos queijos e dos outros produtos são muito bem-vindas. Agende, um passeio conosco.

A história do soufflè de queijo é muito simples e interessante: sabe aquela situação em que você vê sua geladeira cheia de pequenos restos de boas comidas e não sabe o que fazer com elas?
Pois é, o soufflè também surgiu numa situação semelhante. Estava com vários pedaços de queijos após uma festa e tinha que dar um "destino nobre" para aquelas "crianças lácteas". Como produtores de queijos, inventamos uma receita gostosa para dar cabo dos ditos.

No mais, abraços, beijos e queijos mineiros.
Inté, Paulo Bittar.

SOUFFLÈ DE QUEIJO (dos produtores de queijos)

2 ovos caipiras
2 copos de leite
1 colh. sopa cheia de farinha de trigo integral
1 colh. sopa rasa de pó Royal
1 queijo minas curado (350 g) ou 300 g de parmesão ralado
3 alhos socados
½ cebola ralada
cebolinha e/ou ervas, verduras ( taioba) e legumes (cenoura) a gosto

Bater tudo no liquidificador e levar ao forno em pirex grande por aproximadamente 30 min.